sexta-feira, 26 de junho de 2009

Antes Que Seja Tarde



Um furacão de desejos
o que sou...
Num oceano de solidão
onde estou...
Inquieta por um temporal de paixão
o que estou...
Então bata suas asas,
venha depressa,
antes que o oceano transborde,
o furacão passe
e leve consigo a tempestade...
Não tarde!

O Céu, O Sol ... Você!


E o céu...
pintou-se de cinza
caiu como pétala
desmanchando a flor...
E com timidez, o sol,
alí escondido,
mostrou-se com meio brilho
assim sem jeito foi aquecendo...
Roubou meu olhar, meu sentir,
deixei-me tocar por ele.
Lembrei-me do aconchego de seus braços...
O céu, o sol e você!

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Vento


Vento que sopra
desfolhando saudade,
cristalizando a lágrima.
Leva meu olhar distante
querendo te ver...
Vento que sopra
levando a solidão
para longe da alma
e na volta me traga você.

Ninguém Pra Ouvir


Um deserto árido de palavras
onde a inspiração evaporou
em nuvens que o vento dissipou.
Deixei marcas confusas na areia
que o oceano diluiu e guardou pra si .
Em branco ficou no papel, o olhar e,
na boca, o gosto sequioso por dizer
da imensidão do mar do meu querer.
Um misto de dor e amor qual miragem
enlouquecendo meu pensar...

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Amando Só


De que vale...
Toda a fortaleza do mar
Se não houver o vento a excitá-lo
a lanças suas ondas nas areias escaldantes;
o esplendoroso sol a iluminar
se não há noite para o fazer nascer;
as estrelas pairando no firmamento
se um simples olhar não puder alcançar seu existir;
as flores com a delicadeza de suas pétalas
e inebriante perfume se não há no jardim
um pequeno beija-flor a lhe cortejar;
as gotas da chuva que cai regando vida
se a vida se recusa a nascer;
um sorriso feliz na face enamorada
se não iluminar o dia de um bem;
o brilho de um olhar apaixonado
se não puder ser sentido no coração;
ter nos lábios o desejo de dar-se
em beijos ardentes de paixão
se sobraram somente lembranças;
um coração transbordando de amor
se é só um coração... de que vale?
Solange Bretas

terça-feira, 16 de junho de 2009

Dama da Noite



Debruçada sobre espinhos,
Deixando cair de suas pétalas
O afago das gotas de orvalho
De seu amor enluarado.
A noite chora prateando seu sofrer
E estrelas descem do negro véu
A emprestar-lhe brilho,
Mas os espinhos crescem...
Tudo se faz... Breu.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

A Deriva


A imensidão desse teu mar
qual saudade se iguala.
Quisera de tuas ondas
o apagar da solidão,
mas restou o marejar de meu olhar perdido...
Vagarei em mim, barco a deriva
e deixarei que os ventos
soprem nas velas as lembranças
e nelas naufragarei.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Saudade


A saudade, vazio
que inunda a alma,
que invade o peito
com ondas de solidão.
Tua ausência
ecoa por todos os cantos
numa triste melodia
tocada por meu coração.
Solange Bretas

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Meu Amor


Nunca é tarde quando o coração pulsa
e a alma sente ardente...
Ao que no peito não cabe mais,
transcende se eleva e se entrega.
O tempo não é o seu senhor
nem os dias determinam seu durar.
Não é o sol que o aquece,
ou o faz desabrochar.
Nem no outono que o faz frutificar.
A primavera o tenta enfeitar,
invejam as pétalas o seu perfumar
O vento mesmo que tente
não o fará despetalar.
As ondas do mar não o afogará,
se lançarão beijando seus pés
marcados na areia ao seu caminhar.
Congelar no tempo quem sabe o quis, o inverno,
mas o que se sabe, ele é eterno fogo a arder
nas entranhas do meu ser.
Guardado na mente, lembrado pra sempre,
pulsando no peito, correndo nas veias.
Cravado na carne na alma segrega.
O que há de mais puro coberto de poesia seu véu,
jurado na terra, ligado no céu.
Meu amor!
Solange Bretas

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Rosto Pintado


Refletiu no cristal a vida
seu rosto tristonho pintado,
nos olhos gota caída
na alma o choro entoado.

Palhaço, Arlequim, Pierrô
Talvez um louco poeta,
imagem de quem só amou
e no peito o coração aquieta.

Ao encenar cada ato
sob pintura um segredo,
disfarça sorrindo, é fato,
no fundo sufoca um medo...

...De perder um grande amor
pelas mãos do destino matreiro,
das telas da vida ser mero pintor,
da liberdade ser prisioneiro.
Solange Bretas

Te Amo!


O que dizer se minhas palavras se perdem
e vão a seu destino?
Tocar-te quisera agora o coração,
Fazer-te sentir a força do meu amor...
Como guardá-lo se ele foge por entre meus dedos
E desenham no céu sua face serena a garoar em mim ...
Ecoando em teus ouvidos,
deixo minhas pobres rimas de paixão.
Paixão pelo que és, homem de passos firmes,
de mãos fortes, abraços ternos e lábios de suaves beijos.
Aos teus olhos digo: Sou Feliz!
Simples palavras, que arrancaram de seu manso coração,
suspiros e de seus olhos trigueiros um marejar, onde naveguei.
Então, por mais que eu diga, ainda faltarão palavras...
Já que as águas poéticas do mar do amor me inundam, que elas transbordem
em versos loucos e inebriados pelo melhor dos sentimentos,
que sigam ao sabor do vento em sua direção e com o som de suas ondas roucas,
Digam somente: Te Amo!

Celestial


Visto-me do seu azul,
ao tocar em seu esplendor.
Mergulho em sua imensidão,
aconchego-me em ti
Me vejo criança em seu berço
Azulado a brincar.
Maravilhoso céu...
Uma dádiva azul a cobrir-nos
Como a um manto divino.
Quisera tocá-lo e emprestar de ti
Sua matiz e com ela colorir a vida
De minha janela, alço vôo,
Lanço-me em tua beleza Azul,
céu de meus versos, tom de minha poesia.
Abro minha alma... Impregna-me
Solange Bretas

sábado, 6 de junho de 2009

Mar e Sereia


...Ondas lascivas se derramam na areia,
provocando frenesi de espumas brilhantes,
num vai e vem insinuante de desejos.
Evolui e se lança cada vez mais e
assim, ele se coloca a seus pés.
Louco por tocar seu corpo de sereia,
tomá-la em seu colo, afagar seus cabelos
dourados de sol, penteados de estrelas.
Trazendo de presente, um colar de rios,
guardados em ostras cor de pérolas,
tecido ao som de sua voz rouca de mar
para adornar seu protuberante colo nu.
O vento sopra seu perfume de algas,
essência que compõe suas águas mornas.
Ela flutua num suspiro profundo e o sente banhar...
Seu olhar qual feitiço, mexe com seu esmaecer
Libidinoso e, deslizando sob a areia,
Mar e sereia se unem, se tocam e se rendem num esplendoroso amar.
Solange Bretas

quarta-feira, 3 de junho de 2009

NOS RAIOS DO LUAR


Encantei-me com tua poesia
Mergulhei em sonhos
Vesti-me de fantasia
Em melodias poéticas
Banha-se meu entardecer
Antes ao longo do dia
Alimentava-me de suas líricas letras
De suas mãos deitam-se as palavras
Em branco papel como lençol
Grafites delineando formas e curvas
Ondulantes sonoras saem de seu coração
Rabiscos escritos que chamam minha atenção
Prende meu olhar, verdes de esperança
Penetra atinge coração feito flecha
Assim como raio de luar
Ilumina a noite teu poetar enamora-me
Encantos docemente sorvidos
Ao te ler, posso até tocar-te
Embriaga a alma, faz suspiros brotar
Sou suscetível, ao amar que propõe seu versejar
Louca serei eu de negar,
Em suas linhas é onde gosto de ficar
Se for pouco meu conhecer, esse pouco me basta
Se em tuas linhas eu puder me encontrar
Nunca me engano ao clarão do luar que inebria
Reflexo de sua poesia me faz em loba transformar
Escrever como a ti gostaria,
Se eu pedisse você me ensinaria?
Seria eu sua lua e meus raios seu iluminar
Criador e criatura a inspirar
Superar seu versejar só se for pra em ti brilhar
Fora de ti saberei eu grafar?
Sou criança adoro de poeta brincar
Ensina-me que eu te ensinarei
A criatividade assim usar
Meu tempo menina passará
Mas será mais doce com seu belo rabiscar
Nem tudo aqui poesia, ler as entrelinhas terá
Na realidade me faço menina luar
Lanço meus raios em seu rabiscar
Quem sabe assim ganho de ti inspirar
Terei sonhos e fantasias realizadas, será?
Desculpe a falta de jeito,
Mas não houve outro meio de me declarar
Você meu Anjo poeta, minha alma te guardará
Adoro e amo seu Rabiscar.
Solange Bretas

Mais Que real...



O dia nasceu com doce aroma,
tem o perfume da felicidade.
No horizonte um brilho alaranjado,
uma brisa com toque de carinho.
No jardim, borboletas azuis e elegantes beija-flores
com um lindo bailado, davam Bom Dia!
Um Anjo de asas enormes e auréolas luminosas,
entrou por minha janela, iluminando minh'alma
trazendo nas mãos um lindo e pulsante coração.
Deu-o ao meu beijar,
ele tem gosto de amor...
Entregou ao meu seu coração...
Uma linda melodia começou a tocar,
ela tem acordes angelicais.
Ao seu respondia o meu a bater,
tocou minha face, trocamos olhares...
A minh'alma em meu corpo não coube.
A melodia nos embala e o mundo para
Tomou-me em seus braços,
levou-me ao céu,
Mostrou o seu lar, o paraiso...
Nas nuvens me deitou,
meus cabelos com ternura afagou.
De seu lábio me deu de beber,
Com suas asas me cobriu.
O amor se fez em nós...
O mundo parou...
Os deuses abençoaram,
O céu eternizou...
O NOSSO AMOR.
Solange Bretas

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Solitudine



Num solitário,
um coração a eclodir,
espargindo partículas vivas de amor...
Garoando na alma,
gotas de alento que compõe o viço,
Respira o sopro da vida...
Absorve do destino seu sereno semear
e pelas mãos do vento
a esperança fazendo desejos brotar
Num solitário amar...
Solange Bretas