segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Quando Setembro Chegar



... Quero ler seus olhos
o que diz as entrelinhas
de seu olhar...
Decorar seus lábios
e guardar o sabor, seu sabor...
Vestir sua alma
e me perfumar com sua essência...
Dedilhar seu pensar
pra realizar seus desejos mais secretos...
Musicar seus sonhos,
te levar às nuvens,
te coroar de estrelas
e, quando adormecer
com a suave melodia,
te aconchegarei nas pétalas do meu amor
quando setembro chegar.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Diário de Primavera


Li naquelas pétalas,
que a primavera já se aproxima.
Lembrei-me daquele diário
onde escrevi sobre você.
Amor que floriu cor de carmim,
renascendo sentidos, gosto de mel.
No dia que se senti seus beijos
Tudo foi criado e a sede
deu lugar a doces desejos
claramente descritos nas entrelinhas.
Bem lembro o sorriso de criança,
de peito acelerado, mãos frias...
Percebo que a escrita ainda está viva,
as folhas contêm vida, falam e quase pulsam...
Parece que foi ontem, o que hoje, se faz eterno.
E ao ler-te em meu diário, descubro
Que não são apenas páginas que revivo,
mas deixaram um gosto de querer mais e mais...
Vieram outras estações de versos
e verbos conjugados, ao pé do ouvido,
entre labirintos floridos, camas e lençóis,
mas das pétalas dessa primavera que retorna,
quero o viço, essência e as cores dos olhos do amor
descritos nas páginas do meu diário.
Solange Bretas

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Nuvem


Versei sentimentos...
vesti poesia...
Sou nuvem que vaga ao vento
assim nesse céu imenso,
porcurando um alento
meio que evaporado
de sabor espesso
pra cegar os olhos,
desse meu medo de chuva.
Solange Bretas

Peça do Destino, Apenas Poesia.


São sentimentos ardentes,
que no peito pulsam
como as marcas deixadas
pelo fogo da paixão.
As chamas do desejo
as mantém incandescente,
muito embora as chuvas de solidão
segue tentando apagar.
As vezes, com a vida me revolto
por semear sem ter colheita,
por frutificar sem proveito.
Quase ouço as risadas do destino,
esse menino matreiro,
que me fez armadilha
me tirando o sossego.
Agora sem vida ou destino,
não vejo outra saída
a não ser arder inteira
a beira dessa fogueira
que devora o coração.
Quem sabe assim,
restem somente cinzas
e o vento leve
talvez pra longe ou bem perto,
onde o mar esfria o sol,
onde a lua só quer espelhar
onde o amor,
não seja uma peça a pregar.
Solange Bretas

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Liberdade De Alma

Quando o coração se abre
deixando a alma liberta,
ela se veste e parte
nas ondas da melodia,
vertendo gotículas de poesia
versando o amor por toda parte.
colorindo de arco-íris
o meu olhar...



Metade
Letra: Ferreira Gullar
Música e interpretação: Osvaldo Montenegro

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio.

Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
Mas a outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é a platéia
A outra metade é a canção.

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

A Espera...


Digo que o destino é louco,
a vida é curta,
que a saudade é grande
e o amor só aumenta no coração
de uma pequena florinha
que espera pra desabrochar...
Num jardim, banhado de luar
iluminado por estrelas
e cuidado pelos olhos
do menino sol.
Solange Bretas

Fatos


Sob a ponte dos meus sonhos
corre um rio de fatos...
Suas águas falam
enquanto correm
por entre as pedras
desvendando segredos
movendo-as de lugar.
Enquanto vivo,
vendo esse rio passar
assim tão depressa,
penso em caminhar
no deserto com a solidão
sobre as areias escaldantes
do deserto da saudade
que o vento sopra em meus olhos,
pois as águas desse rio
agarrando meus pés
desejando me afogar,
causa-me o medo
de não mais sonhar.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Taças Erguidas


Um brinde!
Ergamos nossas taças agora!
É hora!
As estrelas já caíram
aos nossos pés,
a lua já transborda
prateando o orvalho
em nossos lençóis.
Prove o vinho,
que embebeda a alma,
e nesse primeiro hausto
erga seu olhar no meu
que a noite será testemunha
do desejo que é único em nós.
Solange Bretas

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Só Pra Disfarçar



... Peguei emprestado
o sorriso frio da lua
Tirei da noite as estrelas,
esfumacei o céu de negro,
só pra disfarçar...
Convidei o sol a se retirar
pra ficar oculto meu olhar,
ordenei transbordar as marés
a se misturarem com as gotas
derretidas de minha alma,
Só pra disfarçar...
Escondi os espinhos
tirados de meu peito
na palma de minhas mãos
pra cobrir os segredos da linha da vida.
Coloquei as rosas no deserto
e emoldurei oásis pro vento não levar.
Só pra disfarçar...
Neguei te amar,
fingi te esquecer
sorri com vontade de chorar.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Serenata De Amor


Dedilho a noite...
fazendo canção nas estrelas
a embalar os teus sonhos,
e desvendar seus desejos mais secretos.
Envolvo-te em melodia, em encantos
de meus compassos de luar
iluminando teu corpo a sonhar.
Nesse aconchego, vou escrevendo
nas pautas do universo nossas juras de amor .
Nessa noite de suaves harmonias,
fiz nas estrelas mais brilhantes
meu amor em acordes ecoarem
e na lua prateei serenata
para em teu sonho ir morar.

sábado, 15 de agosto de 2009

Oásis De Delícias


Oh, água que brota
da fonte de seus lábios,
vertendo beijos molhados
aguando meu corpo de desejo.
Sou praia ardendo de anseios
por receber de sua ondas,
carícias que me levam e me trazem
num fernesi de eternas marés de volúpias.
Me faça náufraga, afoga-me,
salga minha boca, adoça minha alma.
Sacia minha sede, leve-me a loucura,
permita que eu beba dessa fonte de prazer,
que eu me banhe nesse oásis de delicias
e esmaeça em suas gotas de amor.
Solange Bretas

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Invisível Presença



O coração pulsa diferente
Tudo se repete na mente
Alma purgando latente sente

Sua presença invisível
Aquece sem fogo acender
Protege sem arma empunhar
Acalma por tanto querer

Crio-te em minha mente
Te fito sem te ver presente
Como sentir o que me é ausente?
Meu corpo pulsa, lateja carente

Desejo seu amor, quem sabe um dia tocar
A fragrância do seu corpo a me embriagar
O brilho dos seus olhos em mim enfeitiço será
Quem sabe se de tudo um dia eu provar
Quem sabe se a vida deixar.

Minha Cura



Sinto essa dor,
que lateja e dilacera meu peito,
que enlouquece e angustia meus pensamentos.
Dói no peito, sofre a alma.
Sinto a dor da ausência do seu beijo
que acende meu desejo,
do seu cheiro que intorpece meus sentidos,
tirando-me a razão.
Quero seu olhar a despir minha alma
a incendiar meu corpo qual vulcão
numa louca explosão de cura e prazer.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Apenas Um Toque


Leio em minhas mãos,
com apenas um toque em sua tez,
os poemas de carícias sem fim
tirados de seus beijos de amor,
de afagos em seus cabelos de luar
e de sua pele macia a me aconchegar.
Fecho-as e as trago junto ao coração
pra que te sinta tão presente,
tão forte dentro de mim.
Assim com minha alma,
vôo em teu destino
desejando sentir
em meu corpo
o jeito do nosso amor.
Solange Bretas

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Poema Insensato


Cravou na pele
suas unhas de paixão,
com único olhar
penetrou na alma
fez sentir minha nudez.
Abriu meu peito,
com loucura e tesão
rasgou-me as páginas
tirou-me a razão.
Tomou-me os lábios
com ardente beijo
inflamando de desejo
meus entorpecidos versos.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Soleira Da Alma


Abri as portas da minha alma,
na soleira revivi lembranças,
momentos impregnados
de emoções e prazeres.
A saudade veio
arrepiando meu corpo
com um sopro de luar...
Abri as portas de meu ser,
dele adejaram sonhos de asas azuis
e esperanças de folhas desprendidas
do meu longínquo olhar...
Abri as portas do meu horizonte,
nele vi despontar meu sol
enquanto minha lua cheia de amor
se derretia em seu mar...
Solange Bretas

No Limiar Da Poesia



Debaixo daqueles versos
Refugiavam-se sementes de poesia.
Nada germinara desde a primavera,
quando despetalou a alma
e o horizonte não mais sorriu.
O vento poético trouxe o lirismo,
que em gotas, caia do céu
como estrelas cadentes
a mergulhar no mar de entrelinhas
bordando frases soltas.
Ondas de inspiração
em profuso frenesi,
entoaram cantos roucos
para despertar em cores
meu arco íris de poesia.
Solange Bretas

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Tempo


Por entre os dedos,
qual ampulheta do destino,
escorrem momentos,
sabores, cores, risos.
Perpassam desejos,
fragmentos de vida
transcendendo o corpo,
pérolas que nasceram na alma.
Estações que se repetiram,
flores desabrocharam,
mudaram as fases,
as marés...
E o amor?
Faz o tempo parar!
Solange Bretas