domingo, 20 de fevereiro de 2011

EU VI A ALEGRIA...


 EU VI A ALEGRIA...

... Nascer numa tarde de setembro
como flor de primavera
encantando o jardim secreto
que cultivo em minha alma.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Poesia Absorta


Poesia Absorta

Fica tudo aqui
!
Os dúbios cálices,
o doce sabor amargo das lágrimas
e as lembranças que por todo esse tempo guardei. 
Deixarei no escuro todas as imagens
que minha mente precisa esquecer.Fecharei todas as janelaspara que o passado não me siga. Não me preocupo em dizer nada,
só me restam as frias palavras,
estou preferindo o exato silêncio da solidão.
Busco um espelho que me fale a verdade
e uma paisagem que me permita olhar 
através de mim e das cores.
Pra terminar, guardarei os sonhos,
torço para que não virarem pesadelos
para que eu não tenha que desistir deles.
Deixo também a tua alegria,
não, ela não me pertence.
Vou só 
vivendo estações,
sem pensar no tempo liberta de sentimentos.

Solange Bretas

PEDRAS



 PEDRAS
Aprendi a conhecer o tempo
quando comecei a andar com as pedras.
Elas machucavam-me os pés,
mas fortaleciam minhas  pegadas.
As dores me faziam sentir medo,
mas despertava-me a ousadia.
Então, desisti de falar com as rosas
e roubei delas os espinhos.
Faziam sangrar minhas mãos,
mas tornavam-me forte
na escalada da vida.
Dei meus pensamentos ao rio
e emprestei ao mar meus sentimentos.
Que o rio saiba navegar meu pensar,
que vá de encontro ao mar,
e na explosão dos sabores do sentir e pensar,
se lancem nas pedras as quais, me ensinaram
a conhecer o tempo e assim eu continue a caminhar.
Solange Bretas

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Deixa Pra Lá


 Deixa Pra Lá

O rio tornou-se deserto.
Sem oásis ficou a saudade
restando somente a miragem de nós.

Melhor assim, fez o destino
secando a fonte onde o amor
era profusamente belo.

O coração tornou-se estéril
suplantou sentimentos
e a alma apenas aprecia a solidão