quarta-feira, 30 de setembro de 2009

O Tempo E Eu


Corro contra o tempo.
Sou pássaro livre no vento
que o louco destino soprou
em ondas sonoras ecoantes nos vales
de minha alma de menina,
assim alçando voô destemida, sou liberdade.
Ora plano em seu beijo lento de brisa,
ora me deixo guiar em seus suspiros
que me levam as nuvens além do véu.
O tempo e eu...
Solange Bretas

“Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!”(Mário Quintana)

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Apenas EU



Naõ sei quem sou quando dependo de mim...
Sou braço, sou fraco vazio...
Seguro-me pelos dedos da consciência
do medo de me perder de mim.
Sou vento, sou tempestade pó...
Levo-me a desfolhar palavras escritas
num livro que ainda não li.
Sou chuva, sou gota sal...
Provo-me nas temperanças do tempo
cujo destino adora mudar.
Sou lua, sou céu mar...
Mergulho-me na essência vital
Exorciso minhas fases para apurar o que sou.
Não sabendo o que sou quando dependo de mim, sou apenas EU.
Solange Bretas

Pegadas


Meu caminhar é deserto,
nos pés apenas o desejo de continuar
o que o coração planejou.
Ainda é cedo para descansar
e as árvores comigo não estão.
Tudo é breu por onde o fogo passou
levando consigo as cores vivas,
deixando mortas as cinzas...
Empregnando o chão de meus pés,
desorientando meu andar.
Nesse caminho vou para não voltar
Se quiser me achar,
deixarei as pegadas do coração.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Imagem



No espelho da saudade
Relembro o amor que vivi
Por uns instantes me perco
Contemplo sentimentos
Que para trás ficou, mas
o tempo que passa o solidificou.
Para meu coração, só uma saída...
Continuar guardando o que nele entrou
tomando conta por inteiro.
As lembranças não me ferem,
mas trazem a dor da saudade.
Nem chegou o inverno
e minhas noites se fazem frias
os dias sem o sol de sua poesia, amor.
No silêncio me detenho,
não interrogo ao destino o porque
De não mais poder ter o amor,
que me trazia felicidade.
No peito um quase grito
sufocado pela saudade dele,
do meu amor de verdade.

domingo, 27 de setembro de 2009

Mais Uma Da Solidão


No horizonte de meus versos,
refletem meus olhos...
Contemplando o além
do vazio que ficou,
só a noite e eu.
Até a solidão negou-me
o ombro e a alma ressequida
pelo gelo da rejeição
quis fugir de mim.
O que me sobrou
senão me abandonar
no amargo prazer
ao que reservou tentar viver
fingindo ser feliz.
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