quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Penso, Logo Enlouqueço


Penso, Logo Enlouqueço

Ouço vozes na avenida do pensar
não consigo entendê-las, sussurram...
Dividem-se entre o preto e o branco,
há luz ,  há escuridão e se misturam.
Ditam frases, emitem opiniões...
Parece que falam de mim, de nós.
Falam do ontem, do amanhã, interroganções...
Há uma disputa de lógica de emoção,
batem o martelo da razão,
julgam entre si, a questão.
Esse vozeirio que enlouquece a mente,
tirando o sono por ações pendentes
que foram deixadas para trás
por questão de pouca memória.
Elas falam, traçam planos,
ditam fórmulas escrevem em agendas.
Eu aqui assistindo a tudo
não sei por onde começar.
Então, penso que talvez seria melhor nem pensar
e deixar tudo como está
ou mergulhar nesse mundo de vozes
e com elas brigar, ter direito a voz
fazendo minha vontade prevalecer.
Mas qual é minha vontade?

Solange Bretas

2 comentários:

garoto cientista disse...

Olá. belo poema, parabéns, adorei a comparação, "penso, logo enlouqueço", na sociedade atual, é mais ou menos isso que realmente acontece, forte abraços, ótima semana.

garoto cientista disse...

Ei, tem um selinho la no meu blog para ti, te aguardo la, um grande abraço.