quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Reflexos...

Reflexos...


...Ouço vozes no espelho,

retinem imagens de verbos

conjugados na carne.

Sangram vultos opacos

e distorssem os traços

confundindo voz e visão.

Um toque e o mundo,

vira ao avesso do verso.

Sinto o reflexo nas retinas, 

  transpassarem o espelho.

Vozes se ocultam.

olhos vagam sem quebrar a visão.

Espelho a dentro se vão

  por detrás do clarão.


sábado, 18 de dezembro de 2010

No Verso (Poetrix)




No Verso...


... Não me conheço! 
De perfil, cego são os traços
eis o que diz o espelho.

Solange Bretas

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Cala alma



Cala alma

 Segredos sangram no silêncio
que amordaça a alma.
O grito que retine no olhar
ondula na lágrima
que bebida a flor da pele
retem seu sabor de fala.
O que não ecoa nos poros,
não exala palavra.
Simplesmente, cala a alma.

Solange Bretas




quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Como Águia... (Poetrix)



Como Águia...
 
 
... Ao sabor do vento
voam meus versos,
planando em pensamento.


Solange Bretas

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Quero-Te Amor


Quero-Te... Amor

Outro dia

Os teus lábios tocaram os meus,
Fomos além dos sentidos
Não trocamos olhares
Nem palavras
Apenas um beijo.

E nós, ficamos em êxtase
Por um simples tocar de lábios...

Tua essência
Misturou-se a minha
Nasceu o desejo.

Em tua boca
Decifrei o enigma
e ao provar-te,
Fiz-me tua.

Amo-Te 

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Quiçã o Amanhã


Quiçã o Amanhã

Não é cogente refletir no porvir,
Não surgi para o empós,
Brindo o hoje, o exato sopro
Que me faz existir.
Que rufa dentro do peito,
Feito tempestade de verão.
Anulei o relógio, adsorvi o exterior.
Nem dia, nem noite
Quero que tudo tarde, menos a tarde
Onde o sol arde no meio do céu.
Pra que a pressa, nem sei se quero chegar.
Vou apenas onde meu pensar puder adejar

Pode ser que eu plante uma árvore
Ou colha uma simples frase qualquer
Sussurrada pelo vento...
Talvez escreva minhas memórias na areia
E entregue ao mar para decifrá-las,
Que presenteie aos úmidos rochedos
Para que sejam eternizadas
Como farol de lembranças.
E assim, o meu hoje não caia no blecaute,
Depois de um dia de ressaca.

Não me importo em vestir o tempo, ele me cabe.
Certamente que não sei quantas estações me restam,
Preocupo-me apenas em senti-las.
Se pensar, não vivo se viver, depois penso.
Quero provar da cal, temperar com sal,
Adoçar o amargo sabor do tempo.
Se eu quiser, dele eu venço.
Mas, contudo prefiro empatar esse jogo...

Nego-me a retroceder no olhar,
“O presente já passou...”.
Não irei projetar efígie futurísticas
Com dúvidas e sombras.
Essa imediata imagem, não permite rasura.
A tinta tem de estar fresca com cores quentes.
E se por um pequeno deslize às cortinas se fechem,
Terei completado o ato do tempo,
Tornei-me nua, atravessei o que fui.
E se me perguntares pelo amanhã, somente direi:
Quiçá o amanhã, é ambíguo, é impreciso, é talvez... Solange Bretas

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Vaga Canção


Vaga Canção
Na ausência do que sou,
Sobram sombras que duvidam
do que poderei chegar a ser.
Pouco me importa suas crenças,
Suas ideologias ou doutrinas.
São sombras que restam somente...
No presente, sou o que sou.
Desigual a tudo
que tua imaginação consegue compor.
Na ausência do que sou,
Vagam palavras...
Que, ao pronunciar, soam inverdades.
Conhece-te a ti mesmo?
Doce engano...
Não a mim!
Pois na ausência do que sou,
Sobram somente vestígios
Impossíveis de seguir.
Experimente!
Busque na sombra, beba água fresca!
Mas na ausência do que sou
Terás somente a vazia canção
Entoada pela solidão!
 
Solange Bretas

Fica Pra Amanhã


Fica Pra Amanhã

A poesia teima em fugir,
os versos  se negam em rimar .
No ar pairam  nuvens gris
impedindo o sol de iluminar.
Não consigo sonhar,
a realidade me cobra razão.
Então, fica pra amanhã
a poesia, os versos,os sonhos
também o brilho do sol.
Quanto a razão,
vou ficar devendo essa!
 
Solange Bretas

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Minhas Asas


Minhas Asas

Não sei voar!
Minha cabeça doi quando tento...
Meu pensamento é noite
que  de lua mingua
e de estrela é cadente.
Sigo somente sem semente
nem pó de estrada.
Minhas asas  são pétalas
guardadas entre páginas
envelhecidas de um livro qualquer.
Sem viço e sem virtude
não ousam voar nas entrelinhas
rasuradas pelo tempo.
Nem tenho ninho e alento.
Nem  pássaro eu sou,
tão pouco poeta!
Não sei escrever,
mas quando tento,
minhas asas doem...
Solange Bretas

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Epitaphius


Epitaphius

Na boca, o gosta da palavra,
Que ousei pronunciar ao vento para ecoar no infinito.
No chão, os pés doloridos da caminhada,
Que o destino me levou a trilhar.
Na cabeça, as nuvens acariciando sonhos
Que guardo no coração até que se realizem.
Nas mãos, a atitude do afago
Que tantas vezes serviram de alento.
No céu, os olhos a descobrir o horizonte
Que um dia irei tocar com a alma.
Nas asas, o pensamento recriando momentos
Que  foram eternizados pelo meu existir.
No corpo, o elevar dos sentidos
Que  me faz sentir o fogo da vida.
Nos ouvidos, a atenção ao silêncio
Que  tanto me fala de solidão.
Nos olhos, as águas do coração
Que lavam minhas dores e sarem as feridas.
No caminhar, um sentido a mais
Que descubro um dia de cada vez.
Nas pedras, o duro aprendizado
Que em cada tropeço me impulsionam a perseverar.
Na chegada, o sabor da vitória
Que almejo provar e fartar-me.
Na voz, um canto de paz
Que desejo aprender com os pássaros.
Nos cabelos, a brisa mais leve
Que me faz sentir saudades, muitas saudades.
Na fala, uma prece a elevada
Que ecoa no céu de minha boca.
No coração, um sentimento a curar
Que dói cada dia um pouco mais.
Na alma, a verdade do que sou
Que reservo àquele que me criou.
No dar, o tudo de mim
Que não levarei sem deixar  semeado.
No fogo, a prova deixando marcas
Que tatuam minha face.
Na coragem, o risco de pertencer
Que  aceito correr sem escudos.
No medo, a ousadia da descoberta
Que me faz sempre muito mais Eu.
No dia, a luta assumida por ser fêmea
Que o fazer por gosto me excita.
Na noite, o desfrutar da volúpia
Que desperta a loba faminta por lua.
Na vida, o viver sem limites
Que me lança num abismo de ilusões.
Porque com a morte, tudo finda!
 
Solange Bretas

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Estações


Deixando de ser menina,
conta as horas
das estações que passavam...
Primaveras, invernos, verões.
Em seu pensamento o outono,
que sozinha provou de noites febris.
Tendo a lua como farol distante,
muitas vezes se via como minguante
nas  suas fases sombrias .
Com seus botões, não percebia
o que o espelho lhe dizia
e eram tantas mensagens...
Nas mãos, o bilhete do tempo vencia
e o dia passava pela estação,
feito noite de aflição.
Com os olhos da insônia,
só o vento a tocava tirando-lhe o torpor
para ver que o dia anoitecia.

Na menina dos olhos, o sol não via
a insônia lhe fazia companhia.
Solange Bretas

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Sensível Desejo


Sensível Desejo

Quero a leveza da brisa,
que se aventura por entre arvoredos
fazendo bailar as folhas no outono,
que com delicadeza penteia os trigais,
que na primavera, espalha no ar o perfume
da mãe natureza ao desabrochar toda manhã.
Quero o bailar de borboletas,
por entre as flores mimosas
dos jardins mais secretos
e o brilho de suas asas refletindo a luz do sol.
Quero da delicadeza do orvalho,
suas gotículas que se unem
e deslizam suavemente sobre pétalas
enchendo a rosa qual taça
a dar de beber aos beija flores.
Quero a macieis da relva
que conforta qual leito, qual ninho.
Quero a carícia da chuva fina,
que como afago, desce regando a terra.
Quero o encanto da alvorecer,
com sinfonia de pássaros a despertar a vida
e do arrebol, quero a sensualidade
que veste a noite com o deslumbrante brilho das estrelas.
Quero a magia das marés, das grandes ondas
que enfeitiçam olhares e luas.
Quero a pureza de um coração a pulsar
filtrando sentimentos e desejos
que adentram o peito alcançando a alma.
Quero os sentidos a flor da pele,
quero viver sem pressa, quero flutuar...
Quero, sobretudo, a sensibilidade de poder entoar um canto, de me doar num gesto fraterno, de deixar rolar uma lágrima de saudade, de amar sem medidas...
Quando morrer, quero misturar-me ao ar,
que enche pulmões, que sopra cortinas,
que mexe com o mar, que leva as nuvens a formar imagens ilustrando o céu.
Quero deixar minha essência por onde for,
como brisa suave que refresca e acaricia a face dos coqueirais...
Por que os insensíveis não morrem, viram pedras frias!
Solange Bretas

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Vazio


Vazio

Quando pensei estar liberta,
Vi-me cativa de um horizonte
Onde o sol brilha como se eu não existisse
do outro lado da janela.
Quando pensei estar longe,
Encontrei-me presa na lembrança,
Com saudades do que descobri vivendo o risco.
Quando pensei que minhas mãos eram fortes,
Não consegui abri-las para colher meus sonhos
Senti-me vencida pelo medo de viver a sorte.
Quando pensei em trilhar novos caminhos
Caí na sarjeta que cobriu-me de desânimo
entorpecendo meu sentidos, calando-me as palavras.
Quando me joguei num mergulho profundo
A fim de afogar as mágoas do meu coração,
O mar me rejeitou lançando-me sobre as rochas
Do pensamento fazendo-me remoer tristezas.
Quando quis sorrir e assim iluminar meu olhar
Veio a tempestade ignorando-me feito folha seca
Escurecendo meus olhos, negando-me a luz.
Quando tentei dormir para que tudo passasse
Sem que vivesse a desilusão e a amargura,
Fez-me companhia a fria solidão
Que, com seu vazio, assombrou minha alma.
Quando pensei esquecer a história da vida,
Virar a página do destino e romper
Com os desejos do coração,
Veio o desespero por querer pertencer
Mais e mais ao que não posso ter ou ser.
Então, pensei chorar, mas me percebi inútil,
Envolta em sombras de sonhos perdidos,
Sem lágrimas, sem ombro sem chão.
Solange Bretas

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Anúncio de Jornal (Para a ciranda Anúncio de Jornal - Clara Costa)


Anúncio de Jornal

Por motivo de rejeição e desafeto,
comunico que acaba de falecer
em meio a muita tristeza,
o amor que havia no coração.
Será velado com muita saudade
na capela de minha alma,
para o resto da minha vida.
Assim, fica meu coração
como um jardim a ser cultivado.
A quem interessar possa,
abre-se uma vaga para
jardineiro de amor perfeito.
Lembramos que jardim mal cuidado não floresce
e coração de mulher não é brinquedo.
Todos que se sentem qualificados
para excercer com carinho essa missão,
favor entrar em contato com a caixa postal
do lado esquerdo do peito e deixar seus sentimentos
que serão recebidos com carinho.
 
Solange Bretas

Lapidando Versos...(Poetrix)


Lapidando Versos...


...Purifica-se a poesia
que reluz como primícias
Tesouro d'alma.
 
Solange Bretas

Bendito Ventre... (Poetrix)


Bendito Ventre...

... A mãe natureza gera
tão formosa princesa
seu nome, Primavera!
Solange Bretas

Os Segredos... (Poetrix)


Os Segredos...

...Lançados no abismo profundo
iluminados pelo farol das ilusões,
jazem no horizonte do esquecimento.

Solange Bretas




 

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Penso, Logo Enlouqueço


Penso, Logo Enlouqueço

Ouço vozes na avenida do pensar
não consigo entendê-las, sussurram...
Dividem-se entre o preto e o branco,
há luz ,  há escuridão e se misturam.
Ditam frases, emitem opiniões...
Parece que falam de mim, de nós.
Falam do ontem, do amanhã, interroganções...
Há uma disputa de lógica de emoção,
batem o martelo da razão,
julgam entre si, a questão.
Esse vozeirio que enlouquece a mente,
tirando o sono por ações pendentes
que foram deixadas para trás
por questão de pouca memória.
Elas falam, traçam planos,
ditam fórmulas escrevem em agendas.
Eu aqui assistindo a tudo
não sei por onde começar.
Então, penso que talvez seria melhor nem pensar
e deixar tudo como está
ou mergulhar nesse mundo de vozes
e com elas brigar, ter direito a voz
fazendo minha vontade prevalecer.
Mas qual é minha vontade?

Solange Bretas

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Pintura Intimista


Pintura Intimista
Nego as cores de sua aquarela,
a  emoldura que me oferece não me agrada.
Seus traços egoístas me apagam.
Não!
Não me pinte tal qual Monalisa,
ou A Ponte sobre o rio.
Não irei disfarçar-me
num sorriso amarelo,
não te darei acesso ao jardim de minh'alma.
Hoje, sou O Grito!
Uma imagem distorcida
mas expressivamente minha.
Berro por liberdade!
Jamais conseguirá me enquadrar,
não estarei para objeto de ostentação.
A Ronda Noturna me guardará
me vestirei de veludo para encantar serpentes.
Farei companhia aos retirantes,
porém jamais serei tela em tua parede,
e do teu coração não me interessa
tuas pálidas emoções.
 
Solange Bretas

Beba-me...(Poetrix)


Beba-me...

...Em suaves goles
embriague-se...
Desejo sua ressaca.
 
Solange Bretas

Sensações...(Poetrix)


Sensações...


... Suavemente desfrute
desvende os mistérios
transborde a taça!!
 
Solange Bretas

Avinagrou...(Poetrix)


Avinagrou...


...O vinho
que degustou
sem reservas...
 
Solange Bretas

Nas Entrelinhas...(Poetrix)


Nas Entrelinhas...

...Deste simples verso
esconde um único desejo
que meus olhos declamam.


Solange Bretas

Quando Vem a Saudade



Quando Vem a Saudade

Daqui da janela desse horizonte que me perco,
meus olhos banham lembranças.
Sinto saudades...
Sinto saudades do chão de estrelas que nunca deitei,
das noites  aos pés da cama que não adormeci,
dos dias de sol que não pude sentir seu calor.
Ah, se ainda em estrelas eu puder ser e estar,
se em águas mornas nosso corpo puder mergulhar,
adormecida em seus gemidos eu assim acordar
e nas viagem, em teus braços eu adoro ficar...
Me  deixa voltar de onde nunca consegui sair.
Meu desejo pede e a saudade implora!
Pois não quero e não vou te esquecer,
tens um pedaço de mim e eu tenho tudo de você.
Cada palavra mesmo sem dizer,
seus afagos que o meu ser ainda está a sentir,
os seus beijos...Ah, nem preciso dizer o sabor...
Ainda desejo de ti o vinho que derramas aí na solidão
tanto
que nos embriagou e regou nossa  paixão.
Minha alma se deita com a tua,
plenamente te sinto meu anjo amado,
assim voltamos ao nosso ninho ardente,
onde o mundo pára e o nosso amor vivifica...
Me  descubro além dessa janela, desse horizonte
sempre vou ao teu encontro, não professo, mas sabes que Te Amo!
Sinto-me assim nostálgica...
Quando  vem a saudade ...
Solange Bretas

SONHAR (Dueto)



SONHAR

Ainda me pego a sonhar
Caminhando na relva
de pés descalços.
E nesse sonho eu
Crio raízes na esperança
Sigo buscando o brilho
do azul que habitou meu céu.
E nessa meditação
Não deixo meus sonhos ao léu
Pois constantemente
trago-os atados ao peito.
Subo ao monte onde
Ventos alísios trazem lembranças
Afago os sonhos do meu coração
e minh'alma se entrega a navegar
E assim prossigo a viajar
num horizonte de sonhos sem fim...
Buscando dentro de mim a paz
E eu que só sei sonhar,
Vivo eternizando desejos
me deixo levar nesse mar
Navegando em pensamentos
por querer-te, sonho meu, realizar.

Solange Bretas e Edson dos Santos

Na Noite Escura...(Poetrix/Duplix)


Na Noite Escura...

...Banho-me de lua / Se na lua te vejo...
meu corpo acende Ao acender o desejo...
seu desejo de lobo. /
Devoro-te... 

Solange Bretas / Edson dos Santos

Pontualidade Displicente...(Poetrix)


Pontualidade Displicente...


... Perdeu-se no tempo
contando as horas
vagou!
 
Solange Bretas

Por Te Esperar...(Poetrix)


Por Te Esperar...


... Primavera é o que sou
floresço ao receber-te orvalho
desabrocho ao dar-te amor.
Solange Bretas

Ninguém Responde...(Poetrix)


Ninguém Responde...

...Ouço apenas ecos
do meu grito de amor.
Seu silêncio fere a alma.


Solange Bretas

Não Vejo Além...(Poetrix)


Não Vejo Além...


...Minhas mãos não leem mais
sua face
mascarou o amor.
Cego ficou o coração!
 
 
Solange Bretas

Nada Tenho...(Poetrix)


Nada Tenho...

... Nem mesmo a mim
neste corpo que habito.
Até que minha essência evapore
...


Solange Bretas

Sonha o Pássaro


Sonha o Pássaro

Sonha o pássaro no alto do penhasco.
Sonha ganhar aquele horizonte
que nasce ensolarado diante dos seus olhos.
Sonha em  sentir a brisa  pentear suas asas
ao planar naquele céu azul.
Sonha  cantar seu canto e no novo horizonte,
que deslumbra seu olhar,
fazer seu ninho.
Ele se lança e voa longe...
Mas o desejado  horizonte
fica cada vez mais distante
só seus olhos o alcança
e o coração aproxima.
E em seu íntimo,com liberdade,
ele deseja pelo menos por um dia ser sol,
o sol que nasce em seu horizonte...
Solange Bretas

A Felicidade...(Poetrix)


A Felicidade...


... É uma ponte,
encurta distâncias
ligando horizontes. 
Solange Bretas

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

A Última Rosa (Trova)


A Última Rosa

No jardim, pelo tempo esquecido

A saudade fez sua morada
Em meu coração por amor partido
Guardei a última rosa orvalhada. 


Solange Bretas

Pensando em você...(Poetrix)


Pensando em você...

... Ouvi o choro da noite
que adentrou a madrugada
regando a saudade.


Meus Pés... (Poetrix)


Meus Pés...

...Marcam o chão
trilham destinos
fazem minha estrada.
 

Eu Sou... (Poetrix)


Eu Sou...

... Da vida o sonhar
excito passos
Mister viver.

No teu olhar... (Poetrix)


No teu olhar...

...Oásis onde me encontro
a desvendar segredos
do teu coração!

Uma Sincera Amizade...


Uma Sincera Amizade...

...É como o sol
que desponta no horizonte
iluminando e aquecendo o dia.
É como a brisa suave 
que acaricia a face
afaga os cabelos dá alento.
É como a chuva que rega a terra
faz brotar esperança
e florir gratidão.
É como o sorriso mais alegre
de quem nada quer...


Solange Bretas

quarta-feira, 4 de agosto de 2010


Letras...

...Essas que escrevo,
que compunham sentimentos,
delineiam momentos, tempo, som...
Na caligrafia, o DNA das palavras
denunciam a voz embargada pelo choro,
talvez pelo riso disfarçando um lamento.
Quem sabe um doce alento,
num papel timbrado pelo destino,
endereçado a alguém
como a rosa perdida dos ventos.
Fragmentos soltos de minh'alma
e pela vida, traduzida em versos...
...Derramadas nas entrelinhas
são vozes, são ecos, são letras minhas.
 
Solange Bretas

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Pobre Alma


Ela vagava..
Sua alma perdida penetrava corpos,
procurava por descanso e paz.
Sentia prazer na escuridão dos quartos
com cheiro de sexo sem sentido, vazio...
Vivia louca, falava sozinha,
seus gemidos eram como uivos desafinados,
sentia medo quando se abraçava ao travesseiro
embriagada de amargura, vomitava desprezo
ali mesmo, em sua cama fria que do amor, sobrara o mofo...
Quebrava sonhos, suas mãos tremiam,
seu corpo era possuído por sombras
que riam de sua pobreza,
mas já nem sentia prazer e,
quando já satisfeitas, aquelas loucas sombras
possuidoras de seu sexo, deixavam esmolas
aos seus pés calejados da vida...
Ela não rejeitava,mas cuspia sobre eles
tentando  limpar o sujo valor que sentia,
em seguida, rogava por
sua morte de cada dia...

Decifra-me...


Decifra-me...

... Desliza seu olhar sobre o horizonte
encare o sol que lá se desmancha.
Decifra-me em cada raio que dele escapa
e lhe toca a face qual carícia suave.
Deixe que a brisa fale ao seu ouvido
inconfessos desejos ocultos em minha alma.
E se o mar molhar seus pés,
seus sentidos irão experimentar
do prazer, a suavidade do meu ser...
E na fumaça que de seus lábios saem
numa ansia  incontida de tocar-me,
decifra-me e serei inteiramente sua...