sábado, 24 de setembro de 2011

Sede... (Poetrix)






 Sede...

...Espremo o tempo
misturo as horas...
Doce veneno!



Solange Bretas

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Navegando...



Navegando...


...Quando beijo o mar,
o mergulho na saudade
salga meu olhar.

Solange Bretas

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

O JOGO




O JOGO
Não trago poesia,
nem palavras  validas.
Tenho gotas de sentimento
que afloram a alma
e desceram à terra levando meus sonhos.
Não tenho  em mim o exato discernir,
meu pensar se embaralha
e sobre a mesa estão as cartas

 sob pedras marcadas.
Perdi no jogo a sorte do amor,
o destino ganhou e cobrou, sem paixão,
todos os passos guardados.
O que restou?
Não trago poesia,
nem palavras validas
e, nesse jogo entre o destino e a vida,
apenas fui eu quem fracassou.
Solange Bretas

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Sabedoria... (Poetrix)



Sabedoria...

...Manter-se na claridade é,
muitas vezes,
esconder-se nas sombras. 
Solange Bretas

Sobejos... (Poetrix)



Sobejos...

...Sob a janela
olhos mendigam
restos de sonhos.
Solange Bretas

O Choro... (Poetrix)




O Choro...

.... Na aridez d'alma,
vago olhar,
oásis de sentimento.
Solange Bretas

Lacunas... (Poetrix)

   


Lacunas...

...Vida, 

morte, 
lembrar o que resta.


Solange Bretas

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

FUI



FUI
Acordei espalhando areias,
regando lembranças,
matando saudade.
Desenterrei jóias, tesouros.
Destravei portas, abri janelas,
abri as cortinas...
Li o passado, abri feridas,
lavei as mãos.
Mirei o horizonte,
fechei o livro,
fui viver!
Solange Bretas

quinta-feira, 14 de julho de 2011

NO TRILHO



NO TRILHO...

...Existe o trem - Vida!
Ou nos leva ou nos deixa...
Em pedaços.
Solange Bretas

quinta-feira, 16 de junho de 2011

CANTO


CANTO
Dentro de mim há um canto
que chora sem ser pranto
que de dor  retine o lamento.
Quem me vê assim sorrindo,
não viu no olhar a alegria,
não sabe da minha agonia,
tão pouco da fraqueza que sou.
Canto por que é só o que sei,
assim a minha sede de companhia se vai.
Enquanto afino o tom de minha agonia,
esvazio-me num eco profundo entre sons e ventos.
Entro enfim, após meu canto, em harmonia plena com o silêncio d'alma.
Solange Bretas

terça-feira, 7 de junho de 2011

Encontro... - Poetrix



Encontro... Desencontro...


...Meus instintos vão... Chego eu
Você vem... /  cais seguro...
Sede a sede. / Mas já que não posso ser  sêde!
Solange Bretas /  Zepergui 

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Cheiro de Fêmea



Cheiro de Fêmea

Sigo por aí
ouvindo olhares,
sentindo sons,
devorando imagens.
Propago essências
debelando palavras
repetindo em eco
meu cheiro de fêmea.


Para a ciranda Cheiro de Fêmea de Cássia Vicente e
Clara Costa

saiadotom.com

terça-feira, 24 de maio de 2011

O TEMPO E O PENSAMENTO



O TEMPO E O PENSAMENTO
O pensamento, a hora consome.
Flui às margens de um horizonte
que se faz mutante de idéias e ideais.
Mas tempo degusta a vida
que nutre suas manhãs
à medida que tudo gira.
Por hoje, não adianta o lamento,
ninguém conhece o vento
que gira ponteiros e verga os girassóis.
Se olhar para trás, não verá o nascente
e seus passos serão de dúvidas escuras
por entre pontes e abismos.
A flor que agora se abre e perfuma jardins,
logo  será semente,  me resta o pó.
O que já se lapida, mais tarde
descansará em lápide e será esquecida
o sol nascerá sobre ela, mas não aquecerá o ser.
Terá sido em vão a vida se o medo tolher gestos
e conter emoções, se não trouxe marcas nas mãos e cicatrizes nos pés.
Esconder-se em trincheiras traz medalhas de covardia,
não faz sentir o sabor da luta tão pouco evitará a morte.
Quem conta com a sorte, já se perdeu na angustia da incerteza
que consumirá olhar e embaçará o horizonte.
Há que entregar-se ao amanhecer da vida com suor e sangue,
que tempera o gosto da lida fazendo valer o momento,
ainda que seja entre sorrisos e lamentos.
Parar no pensamento e esquivar-se de viver o momento
é, simplesmente, negar-se ao universo pulsante,
é um erro que não tem concerto porque o tempo passa
devorando corpo e sentimento.
Solange Bretas

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Muda Fala... (Poetrix)


Muda Fala...

 ...Na ausência do som
na falta do eco,
silêncio  é palavra.
Solange Bretas

terça-feira, 3 de maio de 2011

Profundidade... (Poetrix)


Profundidade...

...Rasos olhos
lá no fundo,
somente olham.

Solange Bretas

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Meu Tempo



 Nada temo!
Em minhas mãos levo as garras do tempo
Que implícito no destino de todos nós,
Faz os dias serem surpresa
Lá fora continuam o vento, o mar, as estações
Adornos passíveis  na cabeça do universo.
Sigo com a mesma vontade de um rio
Cortando caminhos, dando voltas
Pra chegar... Onde não sei!
Só sei que parar é algo que não consigo
Minha essência tem o perfume da inquietude,
Tem a cor do fogo que ruboriza a pele.
Não, eu não temo o tempo!
Já sinto o peso dos grisalhos pensamentos,
E a rebeldia da juventude me faz rir.
Meus olhos são duas contas verdes
Que se apegam a esperança,
Faz do horizonte o oráculo
De promessas e atos...
É verdade, não temo o tempo,
Ele há de passar e eu nem pretendo ser semente!
Pode ser que a noite seja meu cortejo
E que as estrelas me cubram de flores e véus
E a lua venha se despedir com choro contido.
Enquanto  a vida me lamber a face,
Quero é desfrutar da fruta que minha boca adoça,
Cada vez que me redescubro com o sol em minha janela.

Solange Bretas

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Folha Seca


Folha Seca
Sonho; delírio?Talvez...
Não me lembro de ter adormecido,
nem percebido que as nuances
se dissipavam enquanto eu vagava por imagens frias.
Gritava, mas aquele silêncio absurdo,
ressoava por todas as janelas
que se fechavam diante do breu.
Andava por entre aquela gente
Como se fossem reprises
num espelho quebrado.
E chamavam meu nome...
De onde vinha a voz que me fazia estremecer?
Muitas vezes eu tapei os ouvidos,
o som parecia vir de dentro de mim.
Atormentava-me porque não conseguia entender,
eram vibração que enlouqueciam meu pensamento.
Vi você no meio de tudo aquilo
Gente, vozes, breu.
Eu corria em sua direção,
toda aquela gente me olhava
como se estivesse louca .
Meus gritos eram vazios, pareciam me virar do avesso.
De repente, me deparei com um imenso relógio
que nada marcava nem hora e nem estação.
Eu estava ali esperando, esperando, esperando...
Até que o chão sumiu debaixo de meus pés
e a terra me tragou como se eu fora uma folha seca 
de um interminável outono ...
Solange Bretas

terça-feira, 5 de abril de 2011

"O Presente Já Passou!"




"O PRESENTE JÁ PASSOU!"
Enfraquecer o medo
é alimentar a ousadia
que excita beirar os abismos da vida.
Esqueça a razão da loucura,
vague sem noção do castigo.
Nada é sério, nada é justo
nada é dor é só passado.
Assim como as folhas no outono,
como a chuva de ontem,
o sol que não brilhou,
a poesia de outrora
que deixou de ler.
Negue a fraqueza, a solidão
sufoque o grito...
Esqueça o luto!
O que é a primavera, o inverno
senão estações que passam
como as ilusões das "paixões"?
Ecoe o sorriso de liberdade
não se vingue da maldade.
Vá em frente...pule essa parte chamada saudade.
Viva o futuro porque "o presente já passou!"
Solange Bretas

sábado, 2 de abril de 2011

SAUDADE


SAUDADE
Se hoje me doi o pensamento,
ontem minha alma vagou no sentimento!
Meu coração é vento que me leva longe,
me faz  horizonte debruçado em sonhos.
E quando me perco nesse delírio de lembrar
o que foi o ontem, o desejo  me arrebata.
A incoerência de hoje não poder voltar
e vencer o tempo, mata meus sonhos,
sufoca a semente e crava no peito, sem piedade,
a dor mais profunda de saudade...
SOLANGE BRETAS

terça-feira, 1 de março de 2011

Virtual


Perfil Virtual

...Existe vida brotando nesse perfil virtual...
Percebe? 
Feche os olhos e respira, 
sente o aroma é de rosa amarela...
Não do sorriso, mas da rosa que desabrocha...
Sente?!

Solange Bretas

domingo, 20 de fevereiro de 2011

EU VI A ALEGRIA...


 EU VI A ALEGRIA...

... Nascer numa tarde de setembro
como flor de primavera
encantando o jardim secreto
que cultivo em minha alma.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Poesia Absorta


Poesia Absorta

Fica tudo aqui
!
Os dúbios cálices,
o doce sabor amargo das lágrimas
e as lembranças que por todo esse tempo guardei. 
Deixarei no escuro todas as imagens
que minha mente precisa esquecer.Fecharei todas as janelaspara que o passado não me siga. Não me preocupo em dizer nada,
só me restam as frias palavras,
estou preferindo o exato silêncio da solidão.
Busco um espelho que me fale a verdade
e uma paisagem que me permita olhar 
através de mim e das cores.
Pra terminar, guardarei os sonhos,
torço para que não virarem pesadelos
para que eu não tenha que desistir deles.
Deixo também a tua alegria,
não, ela não me pertence.
Vou só 
vivendo estações,
sem pensar no tempo liberta de sentimentos.

Solange Bretas

PEDRAS



 PEDRAS
Aprendi a conhecer o tempo
quando comecei a andar com as pedras.
Elas machucavam-me os pés,
mas fortaleciam minhas  pegadas.
As dores me faziam sentir medo,
mas despertava-me a ousadia.
Então, desisti de falar com as rosas
e roubei delas os espinhos.
Faziam sangrar minhas mãos,
mas tornavam-me forte
na escalada da vida.
Dei meus pensamentos ao rio
e emprestei ao mar meus sentimentos.
Que o rio saiba navegar meu pensar,
que vá de encontro ao mar,
e na explosão dos sabores do sentir e pensar,
se lancem nas pedras as quais, me ensinaram
a conhecer o tempo e assim eu continue a caminhar.
Solange Bretas

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Deixa Pra Lá


 Deixa Pra Lá

O rio tornou-se deserto.
Sem oásis ficou a saudade
restando somente a miragem de nós.

Melhor assim, fez o destino
secando a fonte onde o amor
era profusamente belo.

O coração tornou-se estéril
suplantou sentimentos
e a alma apenas aprecia a solidão

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Quem Sabe...




Quem Sabe...


Pode ser que o tempo lá fora
transforme o que sou em céu
e que as nuvens mudem de lugar
voando para fora dos meu olhos de chuva.
Nada pude fazer que evitasse o cair da noite,
fui simplesmente o abismo entre sol e lua.
Ainda não desatei os nós dessa sina que é viver
e que me embaraçam aos cegos laços,
turvando a visão do meu saber...
O que tenho são pedestais vazios,
marcados por valores consumidos
nesta chama invisível do esquecimento.
Dele  desceram estrelas apagadas
pelo sopro da ressaca que escorre
dos lábios sombrios do silêncio. 
Permito-me envolver neste reflexo de adágio!
Busco por entre pedras e palavras... Um instrumento!
Quem sabe se do outro lado, o lado que é avesso,
esse que desconheço, seja meu lugar de começo?