sábado, 12 de julho de 2014

Reticências

Reticências



O querer era meu.
Não pretendia o medo
nem o apagar das luzes.
O enredo era perfeito
a melodia embalava,
fluía num simples olhar.


O querer era meu.
Crescia como se nada
pudesse ser feito
como se não houvesse amanhã.
Não pretendia o erro
nem os fantasmas ao redor.
A poesia já estava escrita
faltando somente a voz.

O querer era meu.
as lembranças,os sentidos,
os sabores e as flores.
Nem pretendia a rejeição
a desculpa pelo não.
O sonho foi sonhado
e o ato, falho...

E o querer era meu, só meu.
Solange Bretas

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