quarta-feira, 26 de maio de 2010

Livre


Livre  
  
Desperta, rescindi  pesadelos 
a alma simplesmente voou... 
Na leveza de nuvens do outono 
não mais temendo invernos
recria a primavera interior.
Flutua sobre céus e sois,
no horizonte azul, 
chameja o arrebol.
Veste-se de estrela 
vai até o infinito 
bailar com a liberdade!
Solange Bretas

Ao Encontro do Sol


Ao Encontro do Sol

Vou ao encontro do sol.
Não temerei queimar as asas
nem fenecer com seu calor.
Desfrutarei dele o ardor
que invadirá o coração.
Juntaremos fogo e paixão
não ouviremos a razão.
Vou ao encontro do sol
que inebria meu olhar
faz tremer o horizonte 
leva-me a beber do mar. 
Ele será meu dia 
ainda que de noite,
não mais haverá sombras
nem o frio da estação,
o tempo não existirá.
vou ao encontro do sol
seremos só nós dois a brilhar,
qual constelação nosso amor será.
Solange Bretas

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Ser Feliz


Ser Feliz

Ansioso querer até prudente
Quem na vida consegue.
Muitas vezes esconde que sente
E sorrindo seu caminho segue
 
Não é tão fácil quanto se pensa
Cultivar a sonhada felicidade
Ela chega de forma intensa
Parte deixando apenas saudade
 
Não é pássaro de um só ninho
Voa no horizonte fazendo verão
É água pura que move moinho
 
Fonte profusa a transbordar
Brota na alma embriaga o coração
Ser feliz é algo a conquistar.
Solange Bretas

Minha Escritura


Minha Escritura

Deixarei minha essência
nas folhas que o tempo haverá de guardar.
Não será possível aos olhos comuns entendê-la
tão pouco qualquer voz interpretá-la,
pois serão invisíveis à razão.
As páginas desse eterno livro  que escrevo
serão manchadas pelo sereno da vida
que minhas trêmulas mãos há estações
esteve a colher em noites de solidão.
Minha escritura será entregue ao universo
onde habita os sentimentos e,
se por ventura tudo vier por acabar,
peço ao sol que a  torne em cinzas
e que a lua  a espalhe sobre
os restos desse mundo de ilusão.
Solange Bretas

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Vicissitude Apenas


Anseio por despir-me desse mundo
Não desejo do tempo uma espera
Lá fora, o dia suspira profundo
A noite não será mais de quimera.

Os sons da tempestade ecoam lá fora
Seu canto em meu peito retine lamento
A vontade de partir qual nuvem me devora
Vibra em minh'alma o grito rouco do vento.

No olhar, quero o esplendor da chama ardente
para  iluminar minhas noites carentes de lua
Viajarei sem rumo feito estrela cadente

No caminho plantarei sementes de utopia
Meus pés sangrarão ao calcar pedras cruas
Será o preço a pagar por cometer tal ousadia.

Solange Bretas
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