segunda-feira, 17 de maio de 2010

Minha Escritura


Minha Escritura

Deixarei minha essência
nas folhas que o tempo haverá de guardar.
Não será possível aos olhos comuns entendê-la
tão pouco qualquer voz interpretá-la,
pois serão invisíveis à razão.
As páginas desse eterno livro  que escrevo
serão manchadas pelo sereno da vida
que minhas trêmulas mãos há estações
esteve a colher em noites de solidão.
Minha escritura será entregue ao universo
onde habita os sentimentos e,
se por ventura tudo vier por acabar,
peço ao sol que a  torne em cinzas
e que a lua  a espalhe sobre
os restos desse mundo de ilusão.
Solange Bretas

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