sexta-feira, 14 de maio de 2010

Vicissitude Apenas


Anseio por despir-me desse mundo
Não desejo do tempo uma espera
Lá fora, o dia suspira profundo
A noite não será mais de quimera.

Os sons da tempestade ecoam lá fora
Seu canto em meu peito retine lamento
A vontade de partir qual nuvem me devora
Vibra em minh'alma o grito rouco do vento.

No olhar, quero o esplendor da chama ardente
para  iluminar minhas noites carentes de lua
Viajarei sem rumo feito estrela cadente

No caminho plantarei sementes de utopia
Meus pés sangrarão ao calcar pedras cruas
Será o preço a pagar por cometer tal ousadia.

Solange Bretas

2 comentários:

heart_dreamer disse...

lindissima como a alma fica a nu ...

beijo
isa

Irene Moreira disse...

Sol
Como sempre lindo, ao som inocente o amor ardente.
Amiga depois de longa demora venho te visitar e mais uma vez me encantar com este seu dom de brincar com as paalavras ao som dos seus versos.
Estou muito humildemnete postando a sua frase daquela promoção.
Gostaria muito que me desse a honra de postar na vitrine um poema seu , com os devidos créditos. Que escolhesses um sobre sonhos.
Beijos e boa semana.