quinta-feira, 17 de junho de 2010

Algum Lugar do Passado


Algum Lugar do Passado


Em que lugar do passado ficamos nós esquecidos
e em que sótão sombrio guardamos nossa lembranças?
Nossas almas vestiram luto e partiram sem canção,
pegaram rumos diferentes na encruzilhada do destino.

Em que estrada nossos passos deixam pegadas
em que deserto  a solidão nos levou a viajar?
Nossos olhos não enxergam nessa tempestade árida
em respiramos mais a mesma essência de nós dois.

Em que mundo nossos sentidos  foram parar,
qual a dimensão dessa perda que nos faz vazios de nós?
Não há tato, perdemos as digitais, desconhecemos nossa existência,
porque  um dia sucumbiram nossos mais fervorósos sentimentos.

Em que tela poderíamos entrar para eternizarmo-nos,
já que vagamos a esmo nessa saudade de nós?
Que nasça da esperança o verso,  e o soneto, de nossa melodia
cantarolada por nossa alma ferida ao espelharmo-nos.

Já que  é certo o tempo jamais retorna,
não seremos mais como outrora, feliz primavera.
Em nossos lábios  os sussurros de amor emudeceram,
Mas no silêncio do coração, escuto o clamor por nós. 
Solange Bretas

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