terça-feira, 4 de maio de 2010

Fazer Valer


Quero da vida o sentido de ser
e por aqui estar fazer valer.
Na areia pisar levando dela o grão,
fazer dele a semente germinar o meu chão.
Quero do suor o tempero
a regar o gosto da lida
sob este céu de ilusão.
Não temo a minha sorte,
vou sem sul, caminho ao norte
na encruzilhada de vida ou morte,
não estarei na direção contrária.
Talvez por capricho desses olhos
que teimam em ainda ter esperanças,
eu pegue a linha do horizonte
e nela me embarace,
amarrando meu pensamento
antes que como nuvem ele passe.
Quanto ao corpo que me guarda
empresto a ele meus sentidos,
a desfrutar o sabor contido no viver.
Sabendo que o tempo e breve,
e que da chegada se faz partida
marcada no relógio das estações.
Não desejo a eternidade,
pois ela assusta,
mas desejo com ousadia,
da vida os seus mistérios,
o poder de desvendá-los.
Solange Bretas

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