quarta-feira, 13 de maio de 2009

Palavras...


Palavras... Palavras...
Grafadas em nuvens nebulosas,
Diluídas nas margens do horizonte
Assim impressas sobre folhas
Que o vento leva solta ao léu.

Palavras... Palavras...
Surdas, misturadas, incompletas
Bebidas quentes, sem sabor fel
Sem ecoar fragmentam-se
Inauditas sentidas no olhar.

Palavras... Palavras...
Vagam sem dono a noite
Adentram na penumbra da alma
Cegas vão à ponta dos dedos
Receptam a paz, descobrem luz.

Palavras... Palavras...
Talhadas na pedra, diz o “poeta”
Eternizam-se são gotas vivas
Perpetuam-se sem blecaute
Ecoam por alacridade ou expiação.

Palavras... Palavras...
Loucas, sem sentidos,
Indecifráveis murmúrios.
Arraigada nas entranhas,
Latentes sob os poros.

Palavras... Palavras...
Oportunas destiladas da alma
São lenços afáveis que solevantam.
Abrem ao favorável destino, janelas.
São sentidos melodiosos no peito de quem ama.
Solange Bretas

Um comentário:

Chica disse...

Lindas palavras!beijos,chica