quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Peça do Destino, Apenas Poesia.


São sentimentos ardentes,
que no peito pulsam
como as marcas deixadas
pelo fogo da paixão.
As chamas do desejo
as mantém incandescente,
muito embora as chuvas de solidão
segue tentando apagar.
As vezes, com a vida me revolto
por semear sem ter colheita,
por frutificar sem proveito.
Quase ouço as risadas do destino,
esse menino matreiro,
que me fez armadilha
me tirando o sossego.
Agora sem vida ou destino,
não vejo outra saída
a não ser arder inteira
a beira dessa fogueira
que devora o coração.
Quem sabe assim,
restem somente cinzas
e o vento leve
talvez pra longe ou bem perto,
onde o mar esfria o sol,
onde a lua só quer espelhar
onde o amor,
não seja uma peça a pregar.
Solange Bretas

Um comentário:

ney disse...

Mas nos encanta esse amor e tão linda poesia. bjs/ney.